Uma reflexão sobre o Filme Ainda estou aqui.

Surpreendente a atuação de Fernanda Torres, uma mãe que ficou sem marido, por ter sido preso pela ditadura militar e que teve que ficar sozinha com os seus filhos, na tentativa de libertá-lo da prisão. É a história de Rubens Paiva.
No filme é retratado como integrante da esquerda, mas ele não participava de grupos guerrilheiros armados, assim como, foi acusado. 
Dado como desaparecido por ocasião de sua detenção ilegal pelo exército, sendo torturado. No Brasil, vários profissionais liberais foram vítimas da agressão dos militares, bastava questionar as blitz organizadas pelos policiais, eram agredidos e as mulheres abusadas nas delegacias.
Uma tarefa difícil para uma esposa que foi obrigada a cuidar de seus filhos sozinha e acontecendo momentos conflitantes entre família. 
Portanto, nada do Rubens aparecer, continuaram sem marido e pai... Foi esse o resultado da Ditadura Militar.
O que nós surpreende é que haja líderes religiosos que pregaram o fim da liberdade em prol da retomada por uma ditadura militar e civil, estando a frente o seu líder político, que hoje se encontra preso no Presídio da Papuda em Brasília-DF.
Enojados pela torpeza atitude em chamar todos os defensores da democracia de esquerdopatas, na tentativa cruel em destruir tudo o que foi conquistado por aqueles que deram suas vidas para que pudéssemos atualmente expor nossas ideias.
As perseguições àqueles que continuam lutando pelos direitos humanos ainda persiste em nosso país, condenam e cancelam seus perfis das redes sociais.
As igrejas brasileiras convivem com pessoas que se afirmam "cristãs", mas que desejam, até mesmo através de suas Liturgias, críticas infundadas contra os defensores dos direitos humanos e sociais.
Em 1996, data em que a família Paiva, recebem a certidão de óbito de Rubens. A verdade precisa ser contada e os crimes cometidos pelo período ditatorial necessita ser punidos. Digamos sim, pelo fim da impunidade!
No pronunciamento, Paiva criticou o governador de São Paulo, Ademar de Barros, por apoiar os golpistas, e dirigiu-se especialmente a trabalhadores e estudantes, chamando o governo paulista de "fascista e golpista" que traía seu mandato . Ele defendeu as reformas de base propostas por Goulart, refutando alegações de que o presidente ameaçava a democracia, e destacou que medidas reformistas prejudicavam apenas uma "pequena minoria" com grande poder econômico, controladora de jornais e TVs.

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