Nota a favor do fim da escala 6 por 1 e à favor da escala 4 por 3, e da aprovação do Congresso Nacional.

 A escala 6x1 já pode ser considerada coisa do passado, sendo votado a PEC 221/19 que reduzirá a jornada de trabalho e o fim da escala atual seguida pela maioria dos contratos assumidos pelas empresas no Brasil. A pauta sempre foi reivindicada pelo Movimento pela Vida para além do Trabalho, conhecido por VAT. A ideia inicial era defender a escala 4x3 e não 5x2. Qual é o ponto central em debate e a votação ocorrida na sessão deliberativa do plenário da Câmera dos Deputados no dia 27 de maio de 2026.

Percebemos que a proposta dos movimentos sociais ligados aos interesses da classe trabalhadora de fato seria a defesa da escala 4x3 e não 5x2. Um fato, foi a relação que o governo federal tem com as classes dominantes e a possibilidade para a votação em um congresso de maioria conservadora. A classe patronal brasileira já se manifestou contra essa PEC governamental do Presidente Inácio Lula da Silva, assim como as entidades das frentes industriais e associações comerciais que questionam a proposta da PEC em questão, ou que alguns grupos radicais da esquerda, afirmam que o governo deveria revogar a reforma trabalhista acontecida no governo de Temer com o enfraquecimento da luta sindical no país.

O patrão na verdade tem a decisão na manutenção da empregabilidade no país, pois nos casos reais, forçam a aceitarem as posições fora da possibilidade de qualquer acordo possível, assim os trabalhadores sõa forçados a aceitarem os interesses dos empregadores. Tal imposição acontece claramente no mercado e que se desenvolve no comércio entre os comerciários. Os patrões sempre dão um jeito para ser conduzido as suas imposições aos seus funcionários. O que farão? Nós já imaginamos, por isso, a medida real para o enfrentamento seria a revogação da reforma trabalhista.

A maioria da esquerda parlamentar acabou aceitando a proposta do governo, para votarem uma PEC razoável, como nos cinco dias, os trabalhadores não fossem explorados da mesma maneira, com aumento da carga horária e horas extras; a classe patronal irá investir pesadamente em seus próprios propósitos para mantes as suas intenções.

Os chamados grupos radicais da esquerda socialista e radical não aprovam a iniciativa do governo, achando injusta a intenção governamental para dialogar com a classe dominante e reger pela ótica do capitalismo financeiro, mantendo a mesma política econômica que menos beneficiou as grandes coorporações bancárias, com um orçamento comprometido no mesmo projeto que exerceu desde o seu primeiro mandato, as amortizações da dívida interna e externa, onde prejudicam na prática a realidade da moradia financiada pelas coorporações bancárias.

É certo que a redução durou 10 aos para acontecer, mesmo assim, precisamos reconhecer a luta pela redução, mas ela é ainda pouco para quem reivindicou a escala de 4x3, não um grupo dos deputados da extrema direita que desejaram se promover com a proposta. O movimento real defendeu e sempre defenderá a escala de 4x3, conforme o verdadeiro interesse da classe trabalhadora que vê os seus dias minguando e sofrendo para no fim do mês receber uma migalha humilhante que é fruto real da exploração capitalista, um salário minimo que ainda é de fome e miserável, enquanto estes parlamentares recebem um excelente salário com apenas 3 dias semanais trabalhados. 

Nós que somos de fato trabalhadores sentimos injustiçados e vitimas desse sistema injusto e reafirmamos pelo fim do luxo dos parlamentares que assaltam valores da pátria e querem nos defender. O parlamento apenas cumpre o seu papel no Estado capitalista.

O governo Lula demora a tomar posições concretas a favor da classe trabalhadora, chegando agora a encaminhar uma proposta amena para satisfazer os setores econômicos brasileiros. De fato, a exploração continuará existindo nos cinco dias de trabalho, com um pífil salário miserável, a qual obtivemos, abaixo aos pressupostos de nossa Constituição Federal de 1988. É preciso realmente que o Movimento denominado social e popular, e o VAT, venha a público, de uma forma legítima e lutem pelos interesses dos trabalhadores.

Não podemos aceitar o discurso da extrema direita nestas eleições e confirmar o nosso compromisso de por pra fora quem foi contra a essa proposta da redução da jornada de trabalho, mesmo a contragosto, pois gostaríamos que a escala a ser votada fosse pela 4x3, portanto, em dois dias não se vive dignamente.

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